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Prótese mamária, uma “febre” entre as mulheres
Seios bonitos, proporcionais e firmes, qualquer mulher deseja. Mas nem sempre eles mantêm essas características e acabam incomodando: as roupas não ficam bem e nem todo sutiã dá um efeito bonito. Para quem tem esse problema, a solução já existe há algum tempo e, melhor, está com acesso mais facilitado do que nunca, o que faz da cirurgia estética uma verdadeira “febre”.
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Quem nunca ouviu falar em prótese mamária, implante de seios ou o famoso silicone? Chamada pelos médicos de mamoplastia, ela pode ser de aumento ou redução da mama.
A mamoplastia de aumento é uma cirurgia para aumentar os seios por meio da introdução de uma prótese de soro fisiológico ou mista, normalmente colocada sob o músculo peitoral. O resultado da mamoplastia de aumento é uma melhor harmonia entre a forma e o volume dos seios. As cicatrizes serão na sub-auréola, sub-mamaria ou axilar, por isso, completamente imperceptíveis.
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Este tipo de cirurgia é bastante segura e livre de complicações. Quanto à dor, vai depender do caso. Se o implante é colocado entre o tecido mamário e o músculo, a dor será mínima. Se a prótese for colocada embaixo do músculo peitoral, a dor é um pouco mais intensa, e melhora em poucos dias, com a ajuda de analgésicos.
A mamoplastia de redução é recomendada para mulheres que se sentem incomodadas pelo tamanho dos seios, quer pela questão estética, quer pelo peso que sobrecarrega a coluna. Este procedimento retira o excesso de tecido mamário, pele e gordura e a cicatriz fica, normalmente, em volta das auréolas ou em forma de T invertido, recuperando a harmonia e proporção corporal.
Hoje, o que está em alta mesmo é a cirurgia para aumentar os seios. Dezenas de personalidades aparecem na mídia usando e abusando de seus novos decotes, o que acaba inspirando e ditando moda entre as telespectadoras.
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Ainda que muitas mulheres estejam aderindo à mamoplastia, os médicos recomendam que, para realizar tais cirurgias plásticas, alguns procedimentos e cuidados devem ser tomados. Os exames básicos e os dados relatados na consulta com o cirurgião são suficientes para avaliar suas condições clínicas para a cirurgia, sempre que necessário. Dependendo de cada cirurgia e de cada paciente, diferentes tipos de avaliação serão solicitados.
Todas as intervenções que podem ser realizadas na zona dos seios são, por norma, sob anestesia geral e requerem um dia de hospitalização. Qualquer uma delas se realiza entre uma e duas horas. Após o implante, a paciente deve evitar os movimentos bruscos ou carregar pesos durante as primeiras semanas. A mobilidade dos movimentos ficará condicionada durante os primeiros dias, mas será temporária, tal como o desconforto e a insensibilidade da zona operada.
Para manter os seus seios sempre bonitos, seguem algumas dicas de cuidados para o dia-a-dia:
- Use um sutiã adequado ao seu tipo de seio, que não aperte demasiado as costas.
- Hidrate os seios todos os dias de manhã e à noite. Um creme nutritivo evita o aparecimento de estrias e previne flacidez.
- Não tome banhos muito quentes. Tente diariamente alternar a água. As alterações térmicas diretamente nos seios são muito eficazes para prevenir a flacidez.
- Mensalmente faça um exame de apalpação para verificar se há algum nódulo ou alteração no tecido mamário.
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Para quem já está convencido de fazer a cirurgia, segue um guia para tirar dúvidas:
1. Deitar de barriga para baixo pode prejudicar a prótese ou provocar rompimento?
Não. Quem recebe o implante desenvolve uma vida normal após o período de recuperação. Dificilmente será exercida uma pressão sobre a prótese capaz de rompê-la definitivamente.
2. O implante de próteses mamárias é uma cirurgia "mais tranqüila" que outras?
Não. Como em qualquer cirurgia, o paciente sempre estará sujeito ao risco de certas complicações. No caso dos implantes mamários, os problemas
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possíveis são: rejeição, endurecimento das mamas no pós-operatório (acontece em aproximadamente 15% das cirurgias), infecções e surgimento de quelóides (cicatrizes hipertrofiadas) para quem tem predisposição.
3. A prótese deve ser trocada a cada dez anos?
Há controvérsias. É possível encontrar quem defenda o uso permanente da mesma prótese. Especialistas mais precavidos recomendam a troca a cada dez anos e checagens anuais da integridade do implante. De uma forma ou de outra, o bom senso indica que, caso seja detectada alguma suspeita de vazamento ou endurecimento, se procure um médico o mais rápido possível.
4. Fazer a cirurgia prejudica a amamentação ou a sensibilidade dos seios?
Não. O implante não deve interferir nos nervos do mamilo ou do seio, portanto não há porque haver perda de sensibilidade. A técnica de implante também não deve modificar ou lesar os canais que levam o leite materno até o mamilo.
5. Em caso de vazamento, o silicone vai se espalhar pelo resto do corpo?
Não. Atualmente as próteses são confeccionadas com gel de silicone, que se dispersa com menos facilidade e no qual existe um sistema de atração de moléculas. Entretanto, continua valendo a regra: em caso de suspeita de vazamento, procure um médico. O contato do conteúdo da prótese com o organismo pode provocar fibrose (endurecimento) dos tecidos.
7. O silicone pode endurecer ou ficar encapsulado?
Sim. O organismo irá cercar a prótese de qualquer maneira, como forma de se defender de um corpo estranho. Entretanto, se ela for colocada sob a musculatura, não será notada a diferença. Quanto ao endurecimento, é recomendável se informar bem sobre as especificações da prótese a ser colocada e as possibilidades de modificações do material com o tempo.
8. Existe uma idade mínima para a cirurgia?
Sim. A colocação de próteses só é recomendável a partir dos 17 anos, com a passagem da puberdade e a formação completa do corpo.
9. É possível perceber que há uma prótese no seio, visualmente ou por toque?
Não. Após a acomodação da prótese, não há diferença visual ou tátil entre um seio com e um sem prótese.
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